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Cisto de Bartholin: sintomas e tratamento com laser
Caroço doloroso na entrada da vagina? Entenda o cisto e o abscesso da glândula de Bartholin, por que ele volta, e como o laser de CO2 trata com menor recidiva.
Dra. Eduarda Maciel · Ginecologista · CRM 68208-MG | RQE 44555
Um “caroço” na parte inferior da entrada da vagina, que cresce e dói ao sentar, caminhar ou na relação: esse é o quadro típico do cisto da glândula de Bartholin, uma das urgências ginecológicas mais comuns. E também uma das mais recorrentes quando tratada de forma inadequada.
O que é a glândula de Bartholin
São duas glândulas, uma de cada lado da entrada vaginal, responsáveis por parte da lubrificação. Quando o canal de saída obstrui, a secreção acumula e forma o cisto; se infecta, vira abscesso, muito doloroso, quente e avermelhado, às vezes com febre.
Sintomas
- Nódulo unilateral na entrada da vagina, de crescimento gradual (cisto) ou rápido e muito doloroso (abscesso);
- Dor ao sentar, andar e na relação sexual;
- Vermelhidão e calor local no abscesso.
Por que o tratamento comum recorre tanto
A simples drenagem alivia, mas não trata a obstrução: por isso o cisto volta em boa parte dos casos. A remoção completa da glândula (bartholinectomia) resolve, porém é cirurgia maior, com mais sangramento e perda da função de lubrificação daquele lado.
O diferencial do laser de CO2
A técnica moderna com laser cria uma nova via de drenagem e vaporiza a cápsula do cisto preservando a glândula: procedimento rápido em ambiente ambulatorial, mínimo sangramento, recuperação de poucos dias e taxa de recidiva muito menor que a drenagem simples. É o mesmo laser das nossas cirurgias íntimas, veja também os demais procedimentos ambulatoriais.
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Perguntas frequentes
Cistos pequenos e assintomáticos podem regredir com compressas mornas. Cistos volumosos, sintomáticos ou abscessos precisam de tratamento.
É feito com anestesia local (com ou sem sedação): a paciente não sente dor; o alívio do abscesso é imediato após o procedimento.
Não: o objetivo da técnica a laser é justamente preservar a glândula e sua função, diferentemente da remoção completa.
Raramente; em mulheres acima de 40 anos, nódulos nessa região merecem avaliação para excluir outras causas. Procure avaliação sempre.
Dra. Eduarda Maciel
Sou a Dra. Eduarda Maciel, ginecologista com foco em cirurgias íntimas, estética íntima e longevidade feminina. Atendo mulheres em todas as fases da vida que buscam resolver desconfortos físicos, melhorar a estética da região íntima ou equilibrar os hormônios com segurança e naturalidade.
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educativo, conforme as diretrizes do CFM. Nenhuma informação substitui a consulta com um(a) médico(a) especializado(a). Os procedimentos mencionados podem ter resultados distintos de acordo com as características individuais de cada paciente. A consulta médica é fundamental para definir a conduta mais adequada ao seu caso.