Blog / Cirurgia Íntima e Ninfoplastia

CIRURGIA ÍNTIMA E NINFOPLASTIA

Clitoroplastia e Clitoropexia: diferenças e indicações

As cirurgias que tratam o aumento e a projeção do clitóris (clitoromegalia) (inclusive após o uso de anabolizantes) sempre preservando a sensibilidade.

Dra. Eduarda Maciel · Ginecologista · CRM 68208-MG | RQE 44555

Dra. Eduarda Maciel Ninfoplastia BH Sobre

A clitoroplastia e a clitoropexia são as duas cirurgias íntimas que tratam o aumento e a projeção do clitóris: a chamada clitoromegalia. Embora os nomes sejam parecidos, atuam de formas diferentes: uma reduz o volume do clitóris; a outra o reposiciona, sem retirar tecido. Nas duas, o princípio é o mesmo: preservar totalmente a sensibilidade e a função sexual.

São procedimentos delicados, ainda pouco falados, e que atendem queixas muito reais: constrangimento com o volume, atrito e dor com roupas justas e, cada vez mais frequente, o aumento do clitóris após o uso de anabolizantes. Neste guia, a Dra. Eduarda Maciel, especialista em cirurgias íntimas a laser em Belo Horizonte, explica cada uma.

O que é clitoroplastia?

É a cirurgia de redução do clitóris, indicada quando há clitoromegalia verdadeira: o corpo e a glande realmente aumentados, e não apenas cobertos por excesso de pele.

Na técnica moderna, a redução é conservadora: retira-se parte do corpo clitoriano preservando o feixe de nervos e vasos (feixe neurovascular dorsal) que dá sensibilidade à glande. Com o laser de CO2, ganha precisão e causa menos sangramento: essencial numa região tão vascularizada.

Quando é indicada?

  • Clitoromegalia por anabolizantes e hormônios androgênicos (testosterona, oxandrolona e similares);
  • Causas hormonais como SOP, hiperplasia adrenal congênita ou tumores produtores de andrógenos (sempre com investigação antes);
  • Aumento congênito, presente desde o nascimento ou acentuado na puberdade;
  • Desconforto físico: atrito, dor com roupas justas, ao pedalar ou na relação;
  • Incômodo estético e emocional com a projeção.

O que é clitoropexia?

É a cirurgia de reposicionamento do clitóris: em vez de reduzir, recoloca o corpo clitoriano em posição mais posterior e discreta, fixando-o junto ao osso púbico. É indicada quando o problema não é o volume, mas a projeção, o clitóris “aponta para fora”, gerando atrito constante e hipersensibilidade.

Como não remove tecido do clitóris, é ainda mais conservadora. Muitas vezes é combinada à capuzplastia para harmonizar o resultado. O excesso de projeção é uma queixa frequente no consultório:

▶ As 5 queixas mais comuns de quem busca a plástica íntima

Clitoroplastia x clitoropexia x capuzplastia

 ClitoroplastiaClitoropexiaCapuzplastia
O que fazReduz o volume do clitórisReposiciona, sem reduzirReduz a pele que cobre o clitóris
Atua emCorpo e glandeFixação do corpo clitorianoCapuz (prepúcio)
Indicação típicaClitoromegalia verdadeiraClitóris projetado, volume normalExcesso de pele, fimose feminina
Retira tecido do clitóris?Sim, de forma conservadoraNãoNão (só pele)
SensibilidadePreservadaPreservadaPreservada ou melhorada

Na prática, a avaliação define a técnica, ou a combinação. A capuzplastia é a mais frequente das três: muitas mulheres que acham que precisam “diminuir o clitóris” têm, na verdade, apenas excesso de pele sobre ele:

▶ Cirurgia para Fimose Feminina

Clitoromegalia: por que o clitóris aumenta?

O clitóris é sensível a hormônios androgênicos. Quando os níveis de testosterona e derivados sobem, o tecido pode crescer: e, a partir de certo ponto, não regride sozinho.

Aumento por anabolizantes

É hoje a causa mais comum em mulheres jovens. Esteroides como oxandrolona, estanozolol e testosterona, mesmo em ciclos curtos, podem causar aumento do clitóris, engrossamento da voz e pelos. Um ponto importante: suspender o anabolizante interrompe o crescimento, mas na maioria dos casos o clitóris não volta ao tamanho original. Quando o aumento incomoda, a clitoroplastia é o tratamento definitivo, sempre com suspensão do uso e avaliação hormonal completa. Aqui, o atendimento é livre de julgamentos.

Outras causas

  • SOP e outras condições com excesso de andrógenos;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Tumores ovarianos ou adrenais produtores de hormônios (raros: investigação obrigatória);
  • Uso terapêutico de testosterona em doses altas;
  • Variação anatômica individual.

Antes de indicar cirurgia, investigamos a causa com exames hormonais e de imagem: tratar a origem vem antes de tratar a consequência.

Como são feitas?

1. Consulta e investigação

Anatomia, medidas, exames hormonais (testosterona total e livre, SDHEA, 17-OH-progesterona) e imagem quando indicado. Definimos técnica e associações (capuzplastia, ninfoplastia).

2. Anestesia

Local com sedação consciente (com anestesista) ou bloqueio, conforme a extensão.

3. Cirurgia com preservação do feixe neurovascular

Na clitoroplastia, retira-se o excesso do corpo clitoriano preservando os nervos e vasos que nutrem a glande, que é mantida e reposicionada. Na clitoropexia, o corpo é fixado em posição mais discreta, sem remoção de tecido. O laser de CO2 garante precisão e mínimo sangramento.

4. Finalização

Pontos absorvíveis, curativo leve e alta no mesmo dia. Cerca de 1 hora isolada.

A cirurgia diminui a sensibilidade ou o prazer?

Essa é a maior preocupação das pacientes, e a resposta, com a técnica adequada, é não. As técnicas modernas são planejadas em torno da preservação do feixe neurovascular dorsal. Nos primeiros meses pode haver alteração temporária (hipersensibilidade ou dormência leve), que regride com a cicatrização. A escolha de uma cirurgiã experiente é o fator decisivo: conheça a formação da Dra. Eduarda Maciel.

Recuperação

48-72 horasRepouso, compressas geladas, analgésicos.
1ª semanaAtividades leves; higiene suave; roupas largas de algodão.
2ª-4ª semanaQueda dos pontos e redução importante do inchaço.
6 semanasLiberação para relações e exercícios intensos, após avaliação.
2-3 mesesResultado final, sensibilidade normalizada.

Perguntas frequentes

O crescimento para, mas a regressão completa é incomum, principalmente após meses de uso. Se o tamanho incomoda, a clitoroplastia resolve de forma definitiva.

Só o exame físico diferencia volume real, projeção e excesso de pele. Muitos casos que parecem clitoromegalia são apenas capuz redundante: cirurgia bem mais simples.

Não. As incisões ficam escondidas nas dobras naturais e no capuz; com o laser e pontos absorvíveis, tornam-se imperceptíveis.

Sim. É comum realizar junto com ninfoplastia e capuzplastia, harmonizando toda a vulva em um único procedimento.

Com causa funcional documentada pode haver análise caso a caso; na motivação estética, em geral não.

Depende da técnica, das associações e da anestesia. Orçamento completo após a avaliação.

Dra. Eduarda Maciel Ninfoplastia BH Sobre

Dra. Eduarda Maciel

Sou a Dra. Eduarda Maciel, ginecologista com foco em cirurgias íntimas, estética íntima e longevidade feminina. Atendo mulheres em todas as fases da vida que buscam resolver desconfortos físicos, melhorar a estética da região íntima ou equilibrar os hormônios com segurança e naturalidade.

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educativo, conforme as diretrizes do CFM. Nenhuma informação substitui a consulta com um(a) médico(a) especializado(a). Os procedimentos mencionados podem ter resultados distintos de acordo com as características individuais de cada paciente. A consulta médica é fundamental para definir a conduta mais adequada ao seu caso.